Tanquã abriga espécies raras como socói-amarelo e tricolino.

A riqueza Tanquã, vila de pescadores localizada entre as cidades de Piracicaba e Anhembi, já foi assunto no ECOFOTO, porém o local é tão bom pra fotografar natureza que o nosso fotógrafo esteva lá novamente.

Assombrado com a possibilidade de desaparecer do mapa, o Tanquã vive um momento de incertezas. A muitos anos existe um projeto para a construção de uma barragem para ampliação do sistema de hidrovias Tiête-Paraná,  e em 2014 o projeto ganhou força e entrou na sua reta final, o que implicará diretamente no desaparecimento do alagadiço formado no rio Piracicaba, região conhecida como Tanquã, com a concretização da obra faraônica de construção da barragem.

Diversos ambientalistas, fotógrafos, turistas e moradores da região estão indo até o local conhecer a exuberância da fauna. É muito fácil ver que o local é único, lar de centenas de espécies de aves, mamíferos, répteis e peixes. O emaranhado de lagoas, brejos ligados ao rio Piracicaba forma um ambiente ideal para diversas espécies, entre elas o tricolino (Pseudocolopteryx sclateri), espécie de ave que só ocorre em 4 ou 5 pontos do estado de São Paulo, entre eles o Tanquã.

A melhor hora pra fotografar é logo pela manhã.

As fotografias começam antes mesmo de chegar na beira da água. Ao chegar na entrada da vila Tanquã, me deparei logo na entrada com o canto inconfundível da caburézinho, uma das menores corujas do Brasil mas não se deixe enganar pelo seu tamanho, pois é extremamente voraz…

Caburézinho

Muitas espécies do local são frequentes e residentes fixos, garças, biguás, marrecas, entre outra e permanecem na região o ano todo. Algumas espécies como colhereiro, tuiuiú, cabeça-seca e outras aves de pântanos e brejos são visitantes esporádicos, encontrados em certas épocas do ano.

Logo na saída de barco uma cena linda! O canal do rio tomado por aves aquáticas.

Aves aquáticas

O foco eram algumas espécies de rara ocorrência: a sanã-parda, o tricolino, socói-amarelo e gavião-do-banhado.  Das quatro conseguimos 3 espécies: sanã-parda, gavião-do-banhado e o tricolino.

A sanã-parda deu as caras em grupo, enquanto esperávamos o tricolino aparecer.

Sanã-Parda

O pequenino tricolino embrenhado no capim.

TRICOLINO

O belo gavião-do-banhado em voo:

Gavião-do-Banhado

 Embora não tenhamos conseguido ver e fotografar o socói-amarelo, conseguimos uma fotografia de uma espécie de garça pouco comum no Tanquã, de todas as vezes que nosso fotógrafo esteve lá, essa foi a primeira vez que ele encontrou e fotografou a garça-azul.

Garça-Azul

No final foram quase 4 horas de barco pelos canais do Tanquã, dezenas de espécies fotografadas, ouvidas e observadas.  Uma manhã extremamente proveitosa com os amigos Gustavo Pinto, Dú Nyari e Ademir Costa.

Como de costume, usei o GPS na câmera fotográfica para georreferenciar o local exato das fotografias.

Mapeamento das fotos.

Abaixo uma galeria com algumas fotografias da saída até o local:

Abraços e até a próxima.

Equipe EF.

 


 

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Um Comentário:

  1. Linda mesmo essa imagem das aves aquáticas saindo da água!! Perfeita!

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