Opções de lentes FX para Nikon D750!

Fotógrafo garimpeiro: como buscar lentes FX com custo/benefício. Nem sempre somente as lentes mais  modernas são as que entregam excelentes resultados. Já pensou em comprar lentes mais antigas, mais baratas,”professional grade” e pagar de 3 a 5 vezes menos?

 

Por Allan Cavalcanti.

Caros leitores, vou compartilhar uma situação recentemente vivida na compra de uma FX nova, a D750 e a busca por lentes  que aproveitem o máximo do potencial deste novo corpo de câmera. Tenho usado uma Nikon D7100 e estava muito ansioso por bons resultados no novo corpitcho FX…

Dado que gastei uma grana comprando a D750 na BH Photo em Nova York, precisava comprar lentes de boa qualidade mas que não quebrassem a banca. Depois de alguma pesquisa e tentando fugir da divina trindade de lentes FX Dream Team e que  arregaçam o bolso (14-24 f/2.8, 24-70 f/2.8 e 70-200 f/2.8) – e já que estava nos EUA – resolvi comprar lentes um pouco mais antigas e que num passado muito recente carregavam o tag de “professional grade” mas que foram substituídas por lentes mais modernas (ainda que seus resultados fotográficos sejam estonteantes).

Como sou um amador entusiasta, as firulas mais modernas custam caro e excedem as minhas necessidades ou pelo menos  eu posso abrir mão delas. Então, busquei, estudei, vasculhei, comprei e paguei:

a) 35-70 mm f/2.8 AF-D, mid-zoom, era usada profissionalmente e tem  EXCELENTE nitidez e baixíssima distorção. Hoje vendida no Brasil em torno dos R$ 1.500, comprei no e-bay por US$ 280 em estado de zero. A correspondente seria a 24-70 mm com a vantagem de 10 mm a mais de campo visual… dá para  tiver com isto, afinal são só uns passos prá trás…

 

b) 80-200 mm AF-D f/2.8, telezoom, ainda produzida pela Nikon, qualidade profissional. Já fiz fotos com ela e sua qualidade e clareza são excepcionais. Lá fora por US$ 450, aqui sendo vendida por cerca  de R$ 2.200 à R$ 2.600. A correspondente seria a 70-200 mm com a vantagem de 10 mm a mais de  campo visual… dá para viver com isto, afinal – TAMBÉM – são só uns passos prá trás…

 

O que elas NÃO tem: alguns recursos mais modernos como o VR, às vezes EG, proteção anti-glare ou motor embutido, entre outros. Com os cuidados necessários, é possível prescindir destes avanços em troca de custos que chegam a ser de 4 à 5 vezes menores (a D750 tem motor embutido). Como amador tenho predisposição a  abrir mão destes recursos. Tá certo, normalmente são mais pesadas… ok somando as duas deve dar uns 200  gramas a mais na mochila… mas estou em forma.

Mas de onde vieram essas lentes?

Muita leitura e procura no Google buscando alternativas que pudessem substituir o FX Dream Team indicado por Ken Rockwell, um estudioso do lineup Nikon, e muitos outros Nikonzeiros profissionais cascudos. O FX Dream é composto por 3 lentes que incorporam as mais novas  tecnologias da empresa para a captura imaculada de imagens. No entanto, muito antes destas lentes existirem, a Nikon já produzia lentes fantásticas, com sistemas simples e robustos (normalmente lentes usinadas em metal), e com óticas excepcionais. É claro que na comparação direta as lentes novas representam avanços  consideráveis. Mas fotografia tem um que de contornar limitações e extrair o máximo que o seu equipamento pode entregar. E não há nenhum obstáculo intransponível no uso das lentes mais antigas: elas podem ser mais pesadas, sem VR, sem camada de cobertura que evita o “flare”, etc. Mas tudo isto contribui para eu possa trabalhar maneiras de ultrapassar pequenos problemas, utilizando a minha técnica e empregando melhor os recursos disponíveis. Devemos sempre considerar que com o pós-processamento digital, muitos pequenos problemas podem ser corrigidos no desktop, permitindo o uso de equipamentos de captura fotográfica mais  simples. E, fator importante, estou vindo de uma D7100 com lentes razoáveis como a 18-200 mm VR ou a 70-300 mm  F4.5 – 5.6 (escura prá danar…).

Normalmente, busco no Google digitando a lente top mais moderna acompanhada dos termos “alternative to” Nikon 70-200 mm VRII (por exemplo). Toneladas de artigos aparecem fazendo comparativos diretos entre a versão que quebra sua conta bancária e uma outra de desempenho praticamente igual e que ou já saiu de linha  ou que que não possui os últimos mimos tecnológicos. Os gringos são pródigos em fazer comparações, não  tente buscar informações em Português pois serão esparsas e muitas vezes cópias mal feitas de um site gringo.

Páginas como DxOMark, DPReview, WhatCamera, FredMiranda, Ken Rockwell, Thom Hogan, PhotoNet, ThePhotoForum, entre centenas de outros, são excelentes fontes de informação. No curso do tempo me acostumei a entrar em fóruns abertos como o Ugly Hedge Hog onde se posta uma pergunta e usuários reais expõem suas opiniões. Se achar que dá muito trabalho e que não possui conhecimento técnico, ou tempo ou mesmo paciência, talvez seja melhor comprar a lente preconizada pelo fabricante (e pagar seu preço). Não tem  erro, mesmo!

Mas se estiver curto de grana, como eu estou, mas tem a paixão fotográfica retida pela falta de um item  qualquer de hardware ou acessório, vale a pena buscar, pesquisar, se conectar, perguntar, enfim, aprender com a experiência de outros.

Neste momento você deixa de ser fotógrafo para ser garimpeiro, buscando a pepita fotográfica que vale muitos  dólares e te possibilitará uma nova perspectiva para a prática de novos cliques.

Fica o relato para quem interessar.

• SERVIÇO (colaborador):

Autor: Allan Cavalcanti
Site: https://www.facebook.com/allancavalcanti65
Data: 05/12/2017.

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