Belo Horizonte noturna.

Com mais de 2 milhões e meio de habitantes e um território de pouco mais de 330km², a cidade de Belo Horizonte é a 6º maior capital do Brasil, e chama atenção para a grande diversidade arquitetônica. Do centro, passando pela famosa praça da Liberdade, até à região da Pampulha é possível observar construções que marcaram época e contam um pouco da história dessa bela cidade.

Praça da Estação

A praça Rui Barbosa, mais conhecida como Praça da Estação foi a porta de entrada de toda a matéria-prima utilizada na construção da nova capital de Minas Gerais, no final do século XIX. O primeiro relógio público da cidade foi instalado no alto da torre do primitivo prédio que abrigou a Estação Ferroviária. A praça começou a ser urbanizada em 1904, com jardins em estilo inglês. Em 11 de novembro de 1922, foi inaugurado o novo prédio em estilo eclético, projeto do arquiteto Luiz Olivieri, para atender à demanda da efervescente cidade e o desenho dos jardins da praça foi todo modificado para um estilo francês. Desde o movimento das Diretas Já, até os dias de hoje a praça é um espaço livre para manifestações populares de todas camadas sociais. Poetas, artistas, estado e o povo ali se encontram para expor suas ideias, sonhos e fantasias. Atualmente no local funciona o Museu de Artes e Ofícios (MAO) além da entrada da Estação Central do Metrô de Belo Horizonte.

Viaduto Santa Tereza

O Viaduto Santa Tereza, em Belo Horizonte, foi projetado pelo engenheiro Emílio Baumgart e construído em 1929. Liga os bairros Floresta e Santa Tereza ao centro da cidade. O viaduto foi tombado como patrimônio cultural do município na década de 1990.

Casa do Baile (Pampulha)

A Casa do Baile foi inaugurada em 1943 para abrigar um pequeno restaurante, um salão com mesas, pista de dança, cozinhas e toaletes. Situada numa pequena ilha artificial ligada por uma pequena ponte de concreto à orla. Com a finalidade de criar na Pampulha um centro de reuniões populares, a Prefeitura fez o edifício do Baile, local destinado às diversões havendo, portanto, duas finalidades na execução desta obra – a de valorização artística da Pampulha e a função social, como diversão para o povo.

Como espaço de lazer e entretenimento nas noites belo-horizontinas, a Casa do Baile logo se tornou palco de atividades musicais e dançantes frequentada pela sociedade mineira. A proibição do jogo em 1946, resultou no fechamento do Cassino, atual Museu de Arte da Pampulha – MAP, refletindo sobre a vizinha Casa do Baile, que também foi obrigada a encerrar suas atividades em 1948.

A partir desta data, sob a administração da Prefeitura, o espaço foi utilizado para variados fins comerciais. Nos anos 80, funcionou como anexo do Museu de Arte da Pampulha, restaurante e acabou novamente fechada.

Como reconhecimento de sua importância para a identidade cultural do país, a edificação mereceu o tombamento em esfera federal, estadual e municipal.

Em 2002 a Casa do Baile foi reaberta após sua restauração, realizada sob a coordenação do próprio Oscar Niemeyer com novos sistemas de climatização e iluminação. Seus jardins também passaram por um processo de revitalização obedecendo à intenção paisagística da proposta original de Burle Marx. Desde então, vem funcionando como um Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design.

Igrejinha São Francisco de Assis (Pampulha)

A Igreja São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi inaugurada em 1943. O projeto arquitetônico da igreja é de Oscar Niemeyer. Foi o último prédio a ser inaugurado do Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

É considerada a obra-prima do conjunto. No projeto da capela Oscar Niemeyer faz novos experimentos em concreto armado, abandonando a laje sob pilotis e criando uma abóbada parabólica em concreto, até então só utilizada em hangares.  Inicia aquilo que seria a diretriz de toda a sua obra: uma arquitetura onde será preponderante a plasticidade da estrutura de concreto armado, em formas ousadas, inusitadas e marcantes.

As linhas curvas da igreja seduziram artistas e arquitetos, mas escandalizaram o acanhado ambiente cultural da cidade, de tal forma, que as autoridades eclesiásticas não permitiram, por muitos anos, a consagração da capela devido à sua forma inusitada e ao painel de Portinari onde se vê um cachorro representando um lobo junto à São Francisco de Assis, a igreja permaneceu durante catorze anos proibida ao culto. Aos olhos do arcebispo Dom Antônio dos Santos Cabral a igrejinha era apenas um galpão.

Seu interior abriga a Via Crúcis, constituída por catorze painéis de Cândido Portinari, considerada uma de suas obras mais significativas. Os painéis externos são de Cândido Portinari – painel figurativo e de Paulo Werneck- painel abstrato. Os jardins são assinados por Burle Marx. Alfredo Ceschiatti esculpiu os baixos-relevos em bronze do batistério. Na área externa, é recoberta de pastilhas de cerâmica em tons de azul claro e branco, formando desenhos abstratos. A igrejinha da Pampulha é um dos mais conhecidos “cartões postais” de Belo Horizonte.

Panorâmica da Pampulha.

Além de todo o complexo arquitetônico da Pampulha, destacamos o Parque Guanabará bem ao lado da Igrejinha.

Isso é apenas uma pequena amostra da arquitetura da cidade, que oferece muito mais aos visitantes. O complexo arquitetônico da Praça da Liberdade é um ótimo local para conhecer um pouco mais sobre a cidade, assim como a Pampulha, avenida Afonso Pena e tantos outros locais.

Abraços e até breve.
Equipe EF.

Textos (fonte): Wikipedia.org
Fotos: Tiago Degaspari / colaborador EF.

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